“O sacerdócio já não oferece uma posição privilegiada. Exige uma escolha contracorrente” para responder aos desafios de um mundo secularizado e individualista, mas rico de novas potencialidades que devem ser valorizadas. Foi com esta convicção que os cerca de 500 seminaristas encerraram este Domingo, dia 4 de Janeiro, o 5º Congresso de Seminaristas promovido pelo Movimento gens (Geração Nova sacerdotal) do Movimento dos Focolares, realizado em Castelgandolfo.O Congresso, subordinado ao título: “Há um caminho: o desafio dos relacionamentos”, contou com a presença de seminaristas dos 5 continentes. Portugal fez-se representar por quatro seminaristas.
Pastoral do Menor
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A Pastoral do Menor é uma pastoral da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Catedral de Campina Grande) que acolhe meninos carentes em reuniões semanais. Nestas reuniões os meninos participam de atividades de evangelização, trabalhos manuais, brincadeiras e aulas. A pastoral tem os seguintes objetivos:
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Atividades atuais
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A importância da participação da Missa na paróquia
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A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.
Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: “Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus”. A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.
Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: “Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações” (cf. Atos 2, 41-42).
Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.
Lembro-me, com muito carinho, da minha “paróquia mãe”, a Catedral de Sant’Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d’Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: “Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.
D.40.1 Celebração dominical, centro da vida da Igreja:
§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. “O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência.”
“Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos”.
Domingo primeiro dia da semana
§1166 “Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo”. O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia” em que Cristo, depois de seu “repouso” do grande sábado, inaugura o dia “que O Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.
§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os ‘regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.
Domingo dia principal da celebração eucarística:
§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.
D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:
§1389 A Igreja obriga os fiéis “a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos” e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.
§2042 O primeiro mandamento da Igreja (”Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição
do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.
Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.
Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?
Nunca é tarde para recomeçar. Minha benção fraterna+.
Padre Luizinho
Sacerdote Missionário da Canção Nova
Cardeal Arinze: celibato sacerdotal consagra mais intimamente a Cristo
Notícias Faça um comentário »Em seu novo livro, «Reflexões sobre o sacerdócio, carta a um jovem sacerdote»
A Igreja, desde sempre, valorizou muito o celibato dos sacerdotes»:
assim afirma o cardeal Francis Arinze, até há alguns dias prefeito da
Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em um
livro apresentado nesta terça-feira na sede da Rádio Vaticano.
Amplos fragmentos do texto deste livro, titulado «Reflexões sobre o
sacerdócio, carta a um jovem sacerdote» (publicado pela Livraria
Editora Vaticana) foram também publicados em italiano pelo jornal L’Osservatore Romano.
«Cristo viveu uma vida virginal, ensinou a castidade a seus
discípulos e propôs a virgindade aos que estão dispostos e em grau de
seguir um chamado semelhante», explica o cardeal Arinze em seu livro.
«Na vida sacerdotal, a continência perpétua pelo reino dos céus expressa e
estimula a caridade pastoral. É uma fonte especial de fecundidade
espiritual no mundo», «é um testemunho que resplandece no mundo como
caminho eficaz para o seguimento de Cristo».
No mundo de hoje, imerso em uma preocupação exagerada pelo sexo e por sua
dessacralização», «um presbítero que vive com alegria, fidelidade e
positivamente seu próprio voto de castidade é um testemunho que não
pode ser ignorado», observa.
Através do celibato sacerdotal, prossegue o purpurado, «o presbítero se consagra mais intimamente a
Cristo no exercício da paternidade espiritual, manifesta-se «com mais disponibilidade como ministro de
Cristo, esposo da Igreja, e pode verdadeiramente apresentar-se como sinal vivo do mundo futuro, que já está presente por meio da fé e da caridade.
O sacerdote, adverte o cardeal, não deve duvidar do valor ou da possibilidade do celibato por causa da ameaça que a solidão representa, pois ela esta está presente em certa dose em todo estado de vida, também na vida matrimonial.
Seria, portanto, um equívoco tentar evitar a solidão, lançando-se cada vez mais à atividade e organizando continuamente novos encontros, viagens ou visitas.
O que o sacerdote precisa, ao contrário, é silêncio, quietude e recolhimento para estar na presença de Deus, dar maior atenção a Deus e encontrar Cristo na oração pessoal diante do tabernáculo», porque só então será
capaz de ver Cristo em cada pessoa que encontrar durante seu ministério.
Para viver bem o celibato, também é importante a contribuição da fraternidade, até o ponto de que o ideal é que o bispo faça que os sacerdotes vivam de dois em dois ou de três em três por paróquia, em vez de sozinhos, porque «têm necessidade uns dos outros para desenvolver ao máximo suas potencialidades.
O presbítero, acrescenta o cardeal em seu livro, tem Cristo como Mestre, e ainda que não lhe seja possível imitar sua forma de atuar «em cada mínimo detalhe, isso não nos exime de segui-lo da forma mais próxima
possível.
A obediência que o sacerdote vive com relação ao Papa, ao bispo e a seus representantes baseia-se na fé» e é o instrumento através do qual «o sacerdote dá a Deus a possibilidade de servir-se plenamente dele para realizar a missão da Igreja.
«Deus protege o sacerdote que respeita e obedece a seu bispo com fidelidade firme e nobreza de caráter.»
Como seguidor de Cristo, que em sua vida terrena viveu como pobre, o presbítero está chamado à pobreza.
A virtude da pobreza tem a ver também com o uso pessoal do próprio dinheiro. Evitando tudo aquilo que possa apegá-lo aos bens terrenos e incliná-lo a gastos excessivos, o sacerdote deve lembrar-se dos pobres, dos enfermos, dos idosos e de todos os necessitados em geral.
Os meios de transporte, a casa, o mobiliário, a veste, não devem colocar-lhe do lado dos ricos e dos poderosos.
Um teste sobre a generosidade do sacerdote pode consistir em perguntar-se que motivos de caridade se incluem em seus desejos e quantas pessoas pobres, seminaristas ou candidatos à vida consagrada chorarão em sua morte, reconhecendo que faleceu seu pai em Cristo e seu benfeitor.
Campanha da Fraternidade 2010 já tem concurso para hino e cartaz
Notícias Faça um comentário »A comissão responsável pela preparação da Campanha da Fraternidade de 2010, formada por dois delegados de cada Igreja-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), lançou os concursos para o hino e para o cartaz da Campanha no Brasil.
A CF de 2010 será ecumênica e abordará o tema «Economia e vida» e o lema «Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro», informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
De acordo com o assessor do Conic para a CF 2010, padre Gabriele Cipriani, «a comissão responsável quer preparar a Campanha da forma mais participativa possível». O prazo para a entrega do hino (texto e música) e do cartaz é 5 de abril de 2009 (Domingo de Ramos).
Segundo as normas do concurso do hino, «a letra deve ter como referência a Bíblia». Além disso, o texto «tem de ter um caráter orante, simbólico, dirigido a Deus, evitando o racional, o explicativo, o doutrinário, o catequético. Os versos necessitam ter um fraseado popular, com a mesma métrica em todas as estrofes, usando a rima, para ajudar na memorização do hino, evitando frases demasiado longas».
Já o cartaz deve ser ilustrado com foto (desde que contenha o direito autoral autorizado), desenho, colagem, montagem, pintura ou outra forma, no formato de 70 cm de altura, por 50 cm de largura ou 50 cm de altura, por 70 cm de largura e deve apresentar o tema e/ou o lema.
O cartaz será divulgado nos formatos grande, médio, pequeno e cartão postal. Também será publicado nos subsídios como o texto-base, CD, manual etc.
Os regulamentos dos concursos estão disponíveis no site do Conic: (www.conic.org.br).
Tags: 2010, campanha da fraternidade, cartaz, concurso, hino
A graça de ser só
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Há pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo de mais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
Padre Fábio de Melo
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa “Direção espiritual” na TV Canção Nova.
12/12/2008 - 00h00
Tags: amor, casar, celibato, padre, Padre Fábio de Melo
Biografia de Santa Luzia
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Santa Luzia nasceu na cidade de Siracusa – Itália no ano 283 d. C.
Seu pai, de nome desconhecido, morreu quando Luzia era pequena. Sua mãe — Eutíquia — era uma mulher de família cristã, nobre, abastada e possuidora de muitos latifúndios.
Luzia foi criada dentro dos sentimentos de piedade e da religião. Recebeu uma primorosa educação cristã de modo que se sentiu dominada pelo amor a Cristo emitindo, desde cedo, o voto de perpétua virgindade. Guardou absoluto segredo deste voto até mesmo para sua mãe.
Eutíquia desejava que Luzia contraísse matrimônio com um jovem de distinta família, mas pagão. Na sua perplexidade, Luzia pediu a sua mãe que lhe concedesse um certo prazo para melhor amadurecer sua solução de castidade pela oração.
Neste tempo, Eutíquia adoeceu de um mal terrível sem que houvesse esperança de recuperar a saúde, apesar de ter gasto muito com os melhores médicos da Itália.
Luzia, muito carinhosa com sua mãe e sofrendo no íntimo a doença dela, convidou-a a ir para cidade de Catânia — Itália, para rezar junto ao túmulo de Santa Águeda, santa famosa em operar curas e milagres.
Depois de ter passado algum tempo em oração, Luzia teve uma visão: Apareceu-lhe a Mártir Águeda dizendo:
Que deseja de mim, querida irmã? Tua mãe está restabelecida graças a tua fé. Como Deus se dignou glorificar a cidade de Catânia por causa do meu martírio, assim Siracusa será celebre por ti, porque, por tua virgindade, preparaste agradável morada a Deus em teu coração.
Voltando para Siracusa com a mãe completamente curada, recebe novamente a proposta de casamento. Luzia fez este pedido a sua mãe:
Mamãe, agora que Santa Águeda te restituiu a saúde, peço-te que me concedas entregar-me toda e com inteira liberdade ao amor de meu Divino Esposo: Jesus Cristo.
Sua mãe permitiu, e, a partir deste momento, as duas começaram a trabalhar juntas pelos pobres e necessitados.
Prevendo uma vingança e o martírio, Luzia distribuiu seus bens aos pobres e, com oração fervorosa, se preparou para o que lhe acontecesse.
O jovem que nutria a esperança de casar com Luzia, tendo a notícia da obstinada recusa e do gesto em favor dos pobres, transformou o amor em ódio e denunciou-a perante o Governador Pascásio, de dois crimes: de não ter cumprido a palavra e de ser cristã, e, portanto, desprezadora dos deuses nacionais.
Luzia foi incursa nas leis que mandavam punir rigorosamente os seguidores do Novo Evangelho, pois, neste tempo estava havendo perseguição do Imperador Diocleciano aos cristãos.
Luzia foi conduzida ao tribunal do Governador Pascásio. O Juiz procurou seduzi-la e convencê-la de que devia se sacrificar aos deuses e manter a palavra do casamento.
Luzia respondeu ao Juiz:
Nem uma e nem outra coisa farei. Adoro a um só Deus Verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade.
O Juiz continuou com ameaças, intimidações, inclusive de ser levada a uma casa de prostituição para ser desvirginada.
Luzia respondeu:
Quem vive casta e santamente é templo do Espírito Santo. Sem a minha vontade, a virtude nada sofrerá. Podes, a força, por incenso nas minhas mãos para que o ofereça aos ídolos? De nada vale porque Deus, que conhece os corações, não me julgará pelo o que fiz coagida. Mesmo que não possa resistir a força, minha virtude receberá dupla coroa.
Luzia previu que estava próximo o fim das perseguições, como de fato aconteceu logo depois de sua morte.
Deus a preservou de maneira miraculosa tornando-se presa na terra a fim de que nenhuma força humana a removesse do local.
Furioso com o acontecido, o Governador Pascásio mandou que ela fosse queimada após ser envolvida com piche e resinas inflamáveis.
Mesmo assim, Luzia não morreu. O Governador Pascásio envergonhado, mandou que ela fosse torturada e ferida a ferro frio.
Depois disso, os amigos cristãos de Luzia a levaram para casa, e ela, assistida piedosamente em sua agonia, expirou entregando o seu espírito ao Divino Esposo, depois de ser confortada pela Sagrada Comunhão aos 13 de dezembro de 304 d.C.
Seus restos mortais foram guardados em Siracusa com grande devoção dos fiéis, depois foram transportados para Constantinopla com as devidas honras, e, por fim levados para Veneza, onde até hoje são piedosamente venerados.
As preciosas relíquias de seu corpo foram transferidas de Siracusa para Espoleto — Itália, depois para Abadia de São Vicente de Metz, onde se tornou a Igreja por excelência de Santa Luzia, centro de sua devoção.
Em escavações no Cemitério cristão de Siracusa, no século IV, foi encontrado um Epitáfio nestes termos:
“Eutíquia, a irrepreensível, viveu santa e pura cerca de quinze anos; morreu na festa de Santa Luzia, a qual não pode ser louvada como merece.”
O culto a Santa Luzia se espalhou por toda a Itália e mais tarde por toda a Europa e outros continentes. Só em Roma havia vinte igrejas dedicadas à Santa Luzia.
Ela foi uma das quatro virgens, junto com as Santas Inês, Cecília e Águeda, que gozavam de ofício próprio e cujos nomes tiveram o privilégio de serem invocados no Cânon da Santa Missa.
Santa Luzia é invocada como protetora contra as doenças dos olhos. Provavelmente, esta conexão se deve ao fato de que o nome de Luzia, em latim, se liga à palavra LUZ. Os olhos são elementos indispensáveis para a visão da luz.
Tags: biografia, martíres, Santa Luzia, santos
Oração da noite a Maria
Oração Faça um comentário »… Mãe, como é bom rezar diante da tua doce imagem !
Quando estou de joelhos, olhos fixos em ti,
Tu me falas e eu ouço a tua suave linguagem,
Pois, sinto que estou a chorar
sem saber por quê…
E no entanto, sou feliz… Quando digo: Eu te amo,
Quando o meu olhar procura e encontra o teu,
Através do vitral, no momento em que a lua pálida,
Com sua luz baça, lívida, a nós dois ilumina;
Quando, ao longe, tudo adormece nos braços da natureza sombria
E o silêncio desce, ensombrado,
Minha alma, então, se eleva a ti tranqüila, pura
E eu sinto que a felicidade docemente me invade.
Mãe, quando a minha última noite chegar, semelhante à corola
Que se inclina sobre ti, esta noite, em teu altar,
Ó! Desejo voltar o meu olhar para a tua doce auréola,
E adormecer… adormecer… em teu seio maternal.
Félix ANIZAM
“Les roses de mon vieux jardin”(As Rosas de meu velho jardim)
Edition des Rayons - 1934
Tags: Maria, Nossa Senhora, Oração
Igreja é um corpo, não uma organização; diz Papa
artigos Faça um comentário »Explica a teologia dos sacramentos segundo São Paulo
Bento XVI considera que a Igreja não é uma organização ou uma corporação, mas um corpo: o corpo de Cristo, presente na Eucaristia.
Foi a conclusão à qual chegou na audiência geral desta quarta-feira, na qual participaram cinco mil peregrinos congregados na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Continuando a série de catequeses sobre São Paulo, o Papa refletiu sobre a pregação do apóstolo acerca dos sacramentos.
Nesta ocasião, deixou de lado os papéis, como quando era professor universitário, para oferecer uma explicação pessoal.
Por esse motivo, a Santa Sé, até o fim da tarde, não pôde divulgar o texto da intervenção, que – algo totalmente extraordinário – não pôde ser publicado porL’Osservatore Romano ainda hoje. O jornal limitou-se a oferecer uma ampla crônica a partir de uma primeira transcrição.
O bispo de Roma aprofundou de maneira particular no sacramento da Eucaristia e, em particular, em seu «caráter pessoal e social».
«Cristo se une pessoalmente com cada um de nós, mas o próprio Cristo se une também com o homem e com a mulher que se encontram ao meu lado», explicou o pontífice segundo a transcrição do diário vaticano.
«E o pão é para mim e para o outro. Deste modo, une todos consigo e todos nós mutuamente. Recebemos na comunhão a Cristo. Mas Cristo se une do mesmo modo com meu próximo», declarou.
«Cristo e o próximo são inseparáveis na Eucaristia – sublinhou –. Todos nós somos um pão, um corpo. Eucaristia sem solidariedade com os demais é um abuso da Eucaristia.
«Aqui nos encontramos com a raiz e ao mesmo tempo com o centro da doutrina sobre a Igreja como corpo de Cristo, de Cristo ressuscitado».
«Cristo nos dá na Eucaristia seu corpo, se dá a si mesmo em seu corpo e, deste modo, nos faz seu corpo, nos une a seu corpo ressuscitado. Se o homem come pão normal, este pão se converte em parte de seu corpo, transformado em substância de vida humana», disse.
«Mas na Comunhão – advertiu Bento XVI – se realiza um processo inverso. Cristo, o Senhor, nos assimila, nos introduz em seu corpo glorioso e deste modo, todos juntos, nos convertemos em seu corpo».
«Na politologia romana, esta parábola do corpo com diferentes membros que formam parte de uma unidade era utilizada pelo próprio Estado, para mostrar como o Estado era um organismo no qual cada um tem sua função: a multiplicidade e a diversidade das funções formam um corpo e cada um tem seu lugar».
Mas, nas cartas de São Paulo, disse o Papa, pode-se ver que a Igreja é algo muito diferente do «Estado-organismo».
«Pois Cristo dá realmente seu corpo e nos faz seu corpo. Ficamos realmente unidos com o corpo ressuscitado de Cristo e deste modo ficamos unidos um com o outro».
Por isso, «a Igreja não é só uma corporação como o Estado, é um corpo. Não é uma organização, mas um organismo».
Tags: igreja, papa, sacramentos, São Paulo, teologia






